segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Planejamento autoriza concurso no MEC para 1.439 vagas

Vagas são para Cefet, Colégio Pedro II, escolas técnicas, Ines e IBC. 
Cargos são de professores e técnicos-administrativos.


O Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizou o Ministério da Educação a realizar concurso público para o total de 1.439 vagas. A portaria interministerial nº 344 foi publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira (27).
São 712 vagas para professor da carreira de educação básica, técnica e tecnológica e 536 cargos de técnicos-administrativos em educação, para o Centro Federal de  Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - Cefet/RJ, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - Cefet/MG, Colégio Pedro II e escolas técnicas e colégios de aplicação vinculados às universidades federais.

São 712 vagas para professor da carreira de educação básica, técnica e tecnológica, 141 para técnico-administrativo em educação - classe C, 209 para técnico-administrativo em educação - classe D e 186 para técnico-administrativo em educação - classe E.

O provimento dos cargos nos quantitativos previstos no art. 1º deverá ocorrer a partir de setembro de 2013 e está condicionado à existência de vagas na data da nomeação; e à declaração do respectivo ordenador de despesa, quando do provimento dos referidos cargos, sobre a adequação orçamentária e financeira da nova despesa à Lei Orçamentária Anual e sua compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, demonstrando a origem dos recursos a serem utilizados.

Poderão ser nomeados candidatos aprovados em concursos públicos vigentes, ainda não convocados. Ato do ministro da Educação fixará o quantitativo de vagas a serem destinadas para cada Instituição Federal de Ensino.

O prazo para publicação de edital de abertura para realização de concurso público será de até três meses, contado a partir da publicação do ato do Ministro de Estado da Educação que realizar a distribuição das vagas para cada instituição.

Combate ao analfabetismo precisa atrair e manter adultos na escola


O combate ao analfabetismo adulto no Brasil precisa de política pública de mobilização, afirmam especialistas consultados pelo UOL. Dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o índice de analfabetos do país parou de cair pela primeira vez em 15 anos: 8,5% da população com mais de 15 anos não sabe ler e escrever.  
A estagnação não foi surpresa para quem acompanha o assunto. "Nós vemos o quanto as salas de aula de EJA [Educação de Jovens e Adultos] estão sendo fechadas nas redes municipais e estaduais", afirma Sonia Couto, pesquisadora e coordenadora do IFP (Instituto Paulo Freire). 
Já vi divulgação de curso com uma faixa em frente à escola dizendo que há vagas para supletivo. É preciso que alguém leia para saber disso. Por outro lado, há experiências de divulgação com carro de som com ótimos resultados
Sonia Couto, coordenadora do IFP
A pesquisadora critica a forma como são ofertadas as salas de EJA e afirma faltar vontade política para reduzir o número de analfabetos. "O adulto tem problemas de horário de trabalho, problemas na família. O curso começa às 19h e termina às 23h, ele nem consegue chegar às 19h e nem ficar até as 23h, porque está cansado", reclama. 
Para ela, as redes precisam criar programas que atendam essa população conforme suas necessidades. Os cursos deveriam ter flexibilidade de horário, práticas didáticas adequadas para adultos e divulgação adequada. 
"O adulto não é obrigado por lei a voltar para a escola. Teria que fazer um programa de engajamento, de mobilização destes adultos", concorda Priscila Cruz, de diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação.
"A queda do analfabetismo devia ser muito rigorosa no Brasil", afirma Priscila. "Em relação aos outros países, a gente está ficando cada vez mais para trás."

Atenção para crianças e jovens

Para o representante do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), Klinger Barbosa Alves, por muito tempo as redes estiveram focadas nas crianças. "A atenção do sistema educacional ficou muito tempo voltada para inclusão de crianças e adolescentes. Os números mostram que precisamos ficar atentos a um número imenso de jovens e adultos que precisam voltar para a escola", avaliou Klinger Barbosa Alves, representante do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação). 
Segundo o secretário de educação estadual do Espírito Santo, um dos problemas de atendimento dessa população é a evasão. "A experiência aqui no Estado mostra que, por exemplo, quando um adulto matriculado muda de emprego é grande a chance dele abandonar o curso", diz Klinger.
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Pnad 2012 mostra o Brasil em números22 fotos

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O contingente de pessoas de 15 anos ou mais de idade (população em idade ativa) foi estimado em 151,9 milhões em 2012. Cerca de 100,1 milhões compunham a força de trabalho (população economicamente ativa), assim, a taxa de atividade, indicador que mede a proporção de pessoas em idade ativa que estavam na força de trabalho, foi de 65,9%. Em 2011, a taxa havia sido de 66,2% Folhapress/UOL

Saeb – Cartilha orienta a avaliação de 8 milhões de estudantes

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) lançou nesta sexta–feira, 27, em Salvador, a cartilha on-line com instruções para aplicação das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) este ano. Serão avaliados mais de 7,9 milhões de estudantes entre 11 e 21 de novembro próximo, em todas as unidades da Federação.
O documento, que será distribuído nas escolas, destaca os objetivos das aferições que compõem o sistema, além de apresentar dados e indicadores para compreensão dos fatores que influenciam o desempenho dos estudantes.
A cartilha foi lançada durante o encontro de alinhamento e capacitação dos coordenadores estaduais da avaliação, que se estende até domingo, 29, na capital baiana. Durante o encontro, que reúne cerca de 200 participantes, são abordados temas como a apresentação do Saeb, histórico e logística de aplicação das provas do sistema. “Estamos avaliando quase oito milhões de estudantes e, a partir dos resultados, poderemos dialogar com as redes na busca pela melhoria constante da qualidade do ensino brasileiro”, destacou o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa.

A ANA contará com provas de leitura e escrita e de matemática. Serão avaliados estudantes matriculados no terceiro ano do ensino fundamental em escolas públicas das zonas urbana e rural que estejam organizadas no regime de nove anos. O exame será aplicado em todas as turmas regulares e em uma amostra de turmas multisseriadas.
http://download.inep.gov.br/educacao_basica/saeb/2013/cartilha_saeb_27set.pdf
Fonte Undime

Estudantes terão acesso mais amplo a dados sobre avaliações

Estudantes de escolas públicas terão o acesso facilitado a informações sobre avaliações da educação básica. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai criar o Banco de Propostas Inovadoras em Avaliação da Educação Básica na página do instituto na internet.
O Banco de Propostas pretende agregar plataformas on-line gratuitas que permitam o acesso, por exemplo, a conteúdo didático e simulado de avaliações da educação básica organizadas em 2013 pelo Inep, tais como, Prova Brasil, Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) e outras.
O objetivo do banco é disseminar ferramentas, com base no uso de tecnologias da informação, que qualifiquem o acesso de estudantes de escolas públicas a processos inovadores que envolvam as aferições da educação básica do Inep. Além disso, pretende aumentar a participação da comunidade nos processos de avaliação educacional desenvolvidos pelo instituto.
Chamada pública — Interessados em compor o Banco de Propostas têm até 7 de outubro para encaminhar projetos ao Inep. Podem participar do processo pessoas físicas e jurídicas e instituições públicas e particulares.
As regras para envio de propostas inovadoras para compor o banco estão no Aviso de Chamamento Público nº 2/2013, do Inep, publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 26. O resultado final dos selecionados será divulgado em 14 de outubro.
Autor: Inep

fonte Undime

Projeto do Instituto Natura reconhece ações de incentivo à leitura. Inscrições abertas!

Rede que Ensina e Município Leitor reconhecerão boas práticas de educação em todo Brasil; inscrições vão até o dia 23 de novembro

(Foto: Undime)DSC05789
A educação é a base para o futuro do país e as boas práticas devem ser reconhecidas e compartilhadas. Com esse pensamento, o Instituto Natura lança os reconhecimentos Rede que Ensina” e Município Leitor”. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 23 de novembro no site www.portaltrilhas.org.br
Rede que Ensina reconhecerá professores engajados com a aprendizagem de seus alunos e que desenvolvem boas práticas de alfabetização com a orientação do material do projeto Trilhas. Criado pelo Instituto Natura em 2009, o Projeto Trilhas contempla publicações que auxiliam o trabalho dos professores na leitura, escrita e oralidade. Até o momento, a iniciativa já beneficiou 3 milhões de alunos da rede pública de ensino e 72 mil instituições no Brasil.
Podem participar professores do 1º ano do Ensino Fundamental que desenvolveram trabalhos em turmas regulares da rede pública nas áreas de alfabetização e língua portuguesa. Cada candidato deve inscrever no mínimo três atividades pautadas pelas orientações do projeto.
As melhores ações serão publicadas em um livro especial chamado “Trilhas de Leitura pelo Brasil”, que poderá ser acessado através do portal do Trilhas, para  escolas de todo o país. “As experiências com o projeto comprovam que os professores são produtores de conhecimento. Esta iniciativa permitirá a troca de experiências em alfabetização entre a rede de ensino de todo o Brasil”, afirma Maria Slemenson, coordenadora do Projeto Trilhas de Leitura do Instituto Natura.
Já o reconhecimento “Município Leitor” focará nos  esforços de estímulo à leitura realizados pelas Secretarias de Educação nas escolas da rede pública, com ou sem o uso de material do projeto Trilhas, a fim de inspirar os municípios a investir na formação leitora de seus cidadãos.
Podem se inscrever técnicos das Secretarias de Educação que desenvolvem trabalhos nos âmbitos municipal e estadual. Os participantes devem listar a quantidade de livros lidos em um ano pelas crianças do 1º ano do Ensino Fundamental e de livros lidos pelos professores às crianças desse mesmo nível de ensino, as ações de interação da comunidade com a literatura, dentre outras experiências. Os municípios selecionados receberão um acervo de livros.
Para se inscrever é preciso ser cadastrado no portal Trilhas e seguir as orientações indicadas na página específica de cada prêmio. Os vencedores serão divulgados no início de 2014.
Autor: Instituto Natura (com alterações)
Fonte: undime

Taxa de analfabetismo para de cair no Brasil após 15 anos, diz Pnad

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A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais parou de cair no Brasil após um período de 15 anos de declínio, segundo dados da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados nesta sexta-feira (27). O país não registrava crescimento da taxa de analfabetismo desde 1997.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) considera que uma pessoa é alfabetizada se ela souber ler e escrever um “bilhete simples”.
Na pesquisa –que, até 2003, excluía 4,1 milhões de pessoas que residem nas áreas rurais da região Norte–, o índice de indivíduos que, em 2012, não sabiam ler e escrever foi de 8,5%. Esse dado representa aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Na prática, os pesquisadores do IBGE registraram no ano passado 300 mil analfabetos a mais em comparação com a amostra de 2011.
Consideradas as áreas rurais, em 2012, a taxa de analfabetismo foi de 8,7%. O índice representa um contingente de 13,2 milhões de pessoas, número absoluto que supera, por exemplo, a população da cidade de São Paulo (11,3 milhões). Em relação ao ano anterior, também houve crescimento de 0,1 ponto percentual.
Fonte UNDIME

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

VEJA como o Blog Atual Educação Notícias foi divulgado e visitado no Mundo

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Confira a lista completa com os prêmios e informações para experiências inovadoras


crédito raven / Fotolia.comCom inscrições abertas, premiações oferecem de R$ 6.000 a viagens para professores; alunos concorrem a tablets e cursos

Prêmio Professores do Brasil
O prêmio vai selecionar professores das redes públicas de ensino que tenham experiências pedagócicas bem sucedidas e inovadoras. A 7a edição do prêmio foi dividida em duas categorias. A primeira delas, com temas livres, abrange educação infantil, anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio. Já a segunda, com temas específicos: educação integral e integrada, ciências para os anos iniciais, alfabetização nos iniciais do ensino fundamental e educação digital articulada ao desenvolvimento do currículo. O prêmio é de R$ 6.000.
Inscrições e informações: http://premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br
Prazo: 20/10
Net EducaçãoConcurso Cultural Educonex@o 2013 – As Caras da Educação quer reconhecer educadores que fazem diferença na educação brasileira. Para participar, qualquer professor da rede pública ou privada, educador de instituto, ONG ou fundação de ensino, deve enviar sua história inspiradora de ensino para concorrer a uma viagem para Lisboa para participar de um evento educacional e um curso de inglês.
Inscrições e informações:http://www.neteducacao.com.br/educonexao/concurso-cultural-2013Prazo: 21/11
3º Concurso Aprender e Ensinar
O concurso tem como objetivo apoiar e disseminar o uso de tecnologias sociais na educação. Para concorrer a viagens para Tunísia e tablets, os professores de educação básica da rede pública de ensino devem responder a duas perguntas relacionadas ao uso de tecnologia social nas escolas.
Inscrições e informações: http://www.aprenderensinarts.com.br/Prazo: 5/11
Festival Literatura em Vídeo
Alunos do ensino fundamental 2 e do ensino médio podem participar do concurso enviando vídeos que sejam produzidos a partir da leitura de uma obra de ficção, do catálogo da Editora Ática ou Scipione, e com supervisão de educador responsável. Os grupos vencedores receberão tablets e troféus para os alunos e para o professor, enquanto a escola recebe uma lousa digital. Os selecionados para a fase final também recebem certificados, medalhas, além de um curso de cinema e literatura.
Inscrições e informaçõeshttp://www.literaturaemvideo.com.br/
Prazo: 27/10
AulimpíadasA EvoBooks vai premiar professores do ensino básico que desenvolverem a melhor aula em vídeo utilizando os Livros-aplicativos da empresa. O primeiro lugar recebe um tablet para o professor, uma coleção completa de aplicativos para o professor e para a escola; o segundo lugar leva a coleção para o professor e para a escola e o terceiro lugar só o professor ganha.
Inscrições e informações: http://www.aulimpiadas.com.br/Prazo: 20/11

Sem provas e com autonomia, Escola Amorim Lima faz 10 anos

A história da escola municipal de educação fundamental Desembargador Amorim Lima, localizada na zona oeste de São Paulo, possui um marco bem definido: o ano de 2003. Mesmo tendo sido fundada no final da década de 50, foi no início dos anos 2000 que ela iniciou o maior processo de transformação da sua história. A unidade deixou de ser mais uma escola a compor a rede de educação do município, para ganhar uma identidade própria. Passou a não mais separar os alunos por série, não aplicar mais provas e ter um currículo extremamente flexível.
E as motivações para a mudança eram claras. Além do número elevado de professores que faltavam diariamente, os próprios estudantes tinham pouco interesse em frequentar a escola. O índice de ausência nas aulas de matemática, por exemplo, era superior a 50% nas turmas finais do ensino fundamental. Com esses problemas que comprometiam a aprendizagem dos alunos, membros da comunidade escolar – especialmente os pais – perceberam que precisavam agir contra esse panorama desfavorável. Era preciso mudar.
Mas para que a mudança fosse efetiva, não havia outro caminho senão repensar a proposta pedagógica, a metodologia de ensino e a própria concepção de escola. “Não sabíamos como fazer, mas sabíamos que, naquele momento, a escola que tínhamos não era a escola que queríamos”, afirma a diretora Ana Elisa Siqueira, que comandou a “revolução” na Amorim Lima.
Crédito gelpi / Fotolia.com
 
Assim, em agosto de 2003, uma comissão formada pela direção da escola, por pais de alunos e por alguns professores resolveu convidar a psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão para analisar a situação da escola e propor medidas efetivas para a melhoria do quadro. Foi quando Rosely introduziu à comunidade o exemplo da Escola da Ponte, de Portugal, uma escola pública criada na década de 70 que adota práticas inovadoras de educação ao priorizar valores como solidariedade e autonomia dos estudantes.
O fato era que o modelo de inspiração era completamente diferente da realidade local. Na escola da Ponte, os alunos não estão divididos por séries, turmas, nem por idade. Eles dividem o mesmo espaço de aprendizagem com professores que funcionam como tutores. Foi esse foco voltado ao aluno que mais cativou a comunidade escolar da Amorim Lima.
Todos juntos, sem séries
“Nos dois primeiros anos de implantação do novo projeto, resolvemos arrancar as paredes do 1º e 2º anos e do 5º e 6º e agrupá-los num mesmo espaço. Para que eles trabalhassem em grupos, sempre de forma colaborativa”, explica Ana Elisa. A nova metodologia de trabalho alcançou todos os 860 alunos da escola já em 2006. Em dois salões (como é conhecido as salas de aulas que abrigam os estudantes), equipes de cinco alunos se juntam como se fosse pequenos grupos de estudo. Os grupos de estudantes, que são do 3º  ao 5º ano, ficam em um salão e os alunos do 5º ao 9º, em outro. Os alunos do 1º e 2º, que ainda estão no ciclo de alfabetização, ficam num espaço em separado.
Nos anos iniciais, a formação das equipes mescla até as séries, ou seja, no grupo de cinco alunos que ficam numa mesma bancada, é possível encontrar estudantes do 4º e 5º juntos. No ciclo final, alunos do 7º ficam apenas com estudantes da mesma série. Os cerca de 40 alunos com necessidade especiais – deficiência auditiva, motora ou intelectual – também fazem parte desses agrupamentos.
Divulgação
 
Currículo
“As avaliações são feitas pelos professores, a partir do monitoramento do desenvolvimento das atividades feita pelos alunos. Não fazemos provas. Além disso, deixamos de lado as aulas expositivas e esse currículo pré-formatado que a maioria das escolas segue. Flexibilizamos em 100% nossa proposta curricular”, diz Ana Elisa, se referindo aos roteiros pedagógicos propostos pelo novo projeto político pedagógico da escola.
Trabalhados durante os encontros realizados nos dois grandes salões, os alunos têm à disposição apostilas didáticas que apresentam eixos temáticos multidisciplinares ao invés de livros de matérias isoladas. No tema “biografia”, por exemplo, o aluno trabalha aspectos da língua portuguesa, história e geografia numa mesma atividade. E a ordem dos assuntos a serem estudados é sugerida pelo próprio estudante. É o aluno, com a orientação do professor-tutor, que escolhe por onde começar o roteiro de estudos para o seu respectivo nível.
“Com essa lógica, os alunos têm mais autonomia para tomar suas próprias decisões. Eles precisam aprender a ter controle de suas atividades que são sempre feitas em grupo”, diz a professora Luciana Bilhó, que ensina estudantes do 3º ao 5º ano. Além das apostilas temáticas, a presença constante de conteúdos envolvendo a cultura brasileira é outro ponto destacado pelos professores da Amorim Lima. “Enquanto que em outras escolas, a questão da cultura é trabalhada de forma isolada e comemorada em eventos eventuais, na nossa escola ela faz parte da própria lógica do ensino e não faltam festas folclóricas na Amorim”, fala a professora Mirella Araújo.
Diversidade
E para preencher parte da carga horária, os alunos têm a disposição uma série de oficinas. De capoeira, passando pela dança contemporânea e chegando até o latim. Cerca de 40% da carga horaria é trabalhada nos salões, os 60% restantes são preenchidos com essas oficinas, muitas delas oferecidas a partir de parcerias feitas pela escola com entidades voluntárias. “Fizemos uma parceria com o programa de pós-graduação em letras e com o Instituto de Física da USP. Com isso, garantimos aulas semanais de grego, latim e de experimentos em física”, diz Ana Elisa.
“Precisamos comemorar essa nossa grande vitória. Estamos provando cada vez mais que com a força da comunidade, a escola pode mudar. E mudar para melhor”
E não é difícil se deparar com alunos arriscando um “mihi nomen est…” ou “meu nome é… em latim” nos vários espaços de recreação da escola. A aluna do 4º ano Reinará Gonzalez, de 9 anos, foi uma das estudantes que praticava o idioma durante brincadeira com colegas. “Desde do primeiro dia já percebi que eu ia gostar das aulas. Os professores da USP são muito legais”, diz Reinará, que pretende ser desenhista no futuro.
A diversidade de áreas de conhecimento trabalhados na escola e a maneira como eles são colocados aos alunos foram alguns dos motivos que levaram a professora Mônica Brandão a ser professora da unidade. “Durante o meu estágio, em 2005, já descobri que queria trabalhar lá. Então, em 2008, fiz um concurso para ser professora da escola. Aqui, os alunos se tornam cada vez mais brilhantes a cada ano”, diz Mônica. “A escola tem tudo, só falta um a piscina olímpica de 50 metros”, sentencia o aluno Guilherme Oliveira, de 10 anos.
É com esse histórico positivo, que a diretoria, professores e pais já marcaram um dia para a comemoração dos 10 anos de projeto. “Estamos agendando para o dia 9 de novembro a nossa grande celebração. Precisamos comemorar essa nossa grande vitória. Estamos provando cada vez mais que com a força da comunidade, a escola pode mudar. E mudar para melhor”, diz Ana Elisa.

Popular entre crianças, Minecraft (Famoso LEGO) é usado como ferramenta pedagógica nas escolas

Enquanto alguns pais ainda temem pelo uso de games pelos filhos. Uma série de pesquisas veem desmonstrando que eles podem, sim, ajudar no aprendizado das crianças. Febre entre os mais jovens, o Minecraft – ou o Lego digital – é um dos mais populares jogos do momento. Utilizado de forma compulsiva por muitas crianças, várias escolas ao redor do globo estão vendo nele uma possibilidade real de trabalhar uma série de competências que se alinham à propostas curriculares das instituições.
Nesse game de gráficos simples e jogabilidade intuitiva, o jogador tem a chance de explorar o mundo completamente feito de blocos. No game, o usuário cria a própria aventura, quebrando, criando e construindo estruturas para se proteger contra monstros ou zumbies. Também é possível, com os blocos, construir réplicas de importantes monumentos, como a Torre Eiffel, por exemplo.
Todas essas possibilidades fizeram com que uma escola em Estolcomo trabalhasse com o game com estudantes do ensino fundamental. “[Com o jogo] eles aprendem sobre planejamento urbano, questões ambientais e até como planejar o futuro”,  afirmou ao Times, a professora Monica Ekman. A possibilidade de explorar o game com outros jogadores de forma on-line é outra vantagem destacada por uma professora dinamarquesa. Segundo ela, enquanto os alunos se divertem em grupo, é possível praticar o inglês durante o jogo.
Lançado no final de 2011, o Minecraft está disponível em smartphones, computadores e pelo console Xbox. Existe uma versão demo gratuita e uma paga. Para jogá-lo, no entanto, é preciso fazer um cadastro prévio.

Utilizando a ‘sala de aula invertida’, rendimento dos alunos cresce

 
Popularizada pelo professor-celebridade Salman Khan, o flipped classroom, ou a sala de aula invertidaGlossário compartilhado de termos de inovação em educação –  conceito desenvolvido há alguns anos nos EUA mais ainda pouco difundido entre educadores brasileiros – , vem mostrando os seu primeiros resultados. Um estudo desenvolvido numa instituição americana demonstra que o método que propõe aos alunos que aprendam o conteúdo em suas próprias casas –  por meio de videoaulas ou outros recursos interativos digitais – e utilizem o espaço da sala de aula para tirar dúvidas com os professores, tem impactos positivos na aprendizagem. E ele já é mensurável. Na pesquisa, foi constatado que o rendimento dos alunos que usam a lógica do flipped aumenta em 5,1%.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores monitoraram estudantes universitários do curso de farmácia. Durante a pesquisa, eles observaram que, enquanto os alunos se preparavam previamente para as aulas, era possível economizar tempo para um maior diálogo e desenvolvimento de projetos interativos com o professor em sala de aula. E esse “tempo extra” refletiu diretamente na aprendizagem. O estudo foi publicado em dois importantes periódicos: o  Academic Medicine Journal e o The American Journal of Pharmaceutical Education.